Abril traz reajustes que afetam a todos os consumidores: remédios e energia no Ceará

remedioos
Os remédios estão com alta definida de 4,5%, mas há produtos que acabam tendo elevações maiores. A energia elétrica no Ceará tem como parâmetro o reajuste esperado em âmbito nacional, de 5,6% Foto: Regina Carvalho

Entrando no segundo trimestre do ano e após um primeiro trimestre carregado de aumentos, o consumidor vai enfrentar duas altas de impacto no orçamento de todas as famílias cearenses. Abril já inicia com alta nos remédios e, posteriormente, vem o reajuste da tarifa de energia elétrica, este último em vigor a partir do dia 22 deste mês. Também sobem as tarifas dos serviços prestados pelos Correios (Clique para ler mais)

Medicamentos

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) fixou o teto de reajuste para remédios em 4,5% neste ano, informou nesta sexta-feira (29) o Ministério da Saúde (MS).

O percentual de aumento, o menor desde 2020, poderá ser aplicado a partir do dia 1º de abril e não implica em reajuste automático: "O percentual não é um aumento automático nos preços, mas uma definição de teto permitido de reajuste", alertou a pasta.

“Para chegar ao índice, a CMED observa fatores como a inflação dos últimos 12 meses (IPCA), a produtividade das indústrias de medicamentos, custos não captados pela inflação, como o câmbio e tarifa de energia elétrica e a concorrência de mercado, conforme determina o cálculo definido desde 2005”, informou o ministério. 

O índice para reajuste dos preços dos remédios coincidiu com a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) dos últimos 12 meses, que registrou alta de 4,5%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (Clique para ler mais)

Energia

A despeito das frequentes quedas no fornecimento de energia, as contas de luz em 2024 devem ficar 5,6% mais caras, portanto acima da inflação projetada para este ano. O percentual foi estimado pela Aneel, mas o aumento no Ceará ainda deverá ser anunciado, com vigência a partir de 22 de abril.

A expectativa foi dada pelo declaração do diretor-geral da  Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa. Dentre as influências para a estimativa de aumento foram apontadas pelo dirigente da Agência: os encargos setoriais já definidos em votações anteriores no Congresso e a ampliação da rede de energia. A Aneel havia previsto em 2023 que a alta na conta de luz seria de 6,8%, mas o aumento efetivo foi de 5,9%.

Destacou  ainda que a expansão da rede básica de energia, com leilões de linha de transmissão em 2023 e em 2024, estimados em R$ 60 bilhões em novos investimentos, permitem que as concessionárias aumentem o valor  da conta de energia para serem remuneradas via tarifa por esses aportes. (Clique para ler mais)

Quedas

Diante das quedas mais frequentes no abastecimento de energia, sobretudo nas regiões onde têm ocorrido mais chuvas, o dirigente da Aneel lembrou que a interrupção de fornecimento é considerada a partir de ressarcimento pelas distribuidoras, que são multadas na falta do serviço.