Prévia da inflação em Fortaleza fica ligeiramente acima da média do País no 1º mês do ano

remedios
O consumidor fortalezense já iniciou o ano sentindo as altas de preços, com variação em produtos farmacêuticos (+1,03%), Serviços laboratoriais e hospitalares (+0,98%), produtos de maquiagem (+3,28%), Perfume (+2,73%), Desodorante (+2%) e TV por assinatura (+1,34%) Foto: Freepik

Na região metropolitana de Fortaleza, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado na terça-feira (27) pelo IBGE, apresenta alta mensal de 0,21% e o índice geral para o país 0,20%.

Altas em sete grupos

Sete dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram resultados positivos em janeiro. 

Destacam-se as altas nos grupos de Saúde e Cuidados Pessoais (1%), e comunicação (0,99%). A alta de Saúde e Cuidados pessoais foi influenciada pela variação em Produtos farmacêuticos (+1,03%), Serviços laboratoriais e hospitalares (+0,98%).

Em cuidados pessoais destaca-se a elevação de produtos de maquiagem (+3,28%), Perfume (+2,73%) e Desodorante (+2%). A alta em comunicação foi influenciada por Aparelho telefônico (+2,89%) e Tv por assinatura (+1,34%).

Quedas

Apresentaram variação negativa, Habitação (-0,59%) e Artigos de residência(-0,03%). A variação negativa em Habitação foi influenciada pela baixa de -3,3%, em Energia elétrica residencial.

Brasil

No País, a conta de luz mais barata foi um dos fatores que ajudaram a prévia da inflação oficial de janeiro perder força e fechar em 0,20%. Em dezembro, o índice havia ficado em 0,25%.  

Com o resultado do primeiro mês de 2026, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acumula 4,5% em 12 meses, limite máximo da meta de inflação do governo. Em dezembro, o acumulado era 4,41%.Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, dois apresentaram recuo na média de preços na passagem de dezembro para janeiro. 

Energia influenciou

A explicação está na mudança da bandeira tarifária, determinada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que passou de amarela para verde. Em dezembro estava em vigor a bandeira amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatt-hora (Kwh) consumidos. Já em janeiro, a verde não tem custo adicional para os consumidores.  

Avião e ônibus 

No grupo transportes, a queda foi influenciada principalmente pela passagem aérea, que ficou 8,92% mais barata, em média. Também exerceram impactos os ônibus urbanos (-2,79%). Em Belo Horizonte, por exemplo, a adoção da tarifa zero aos domingos e feriados derrubou a passagem em 18,26%.  

Já os combustíveis subiram 1,25% e contribuíram para a inflação, com as altas de 3,59% no etanol, 1,01% na gasolina, 0,11% no gás veicular e 0,03% no óleo diesel.  No caso da gasolina, o impacto representou 0,05 p.p., o maior de todo o IPCA-15. Para o próximo mês, no entanto, a expectativa é de recuo, uma vez que a Petrobras, maior produtora de gasolina no país, anunciou recuo de 5,2% no preço do combustível vendido às distribuidoras, a partir desta terça-feira. 

Alimentos 

O preço dos alimentos e bebidas subiu 0,31% em janeiro, representando aceleração em relação ao 0,13% de dezembro.  A alimentação no domicílio interrompeu uma sequência de sete meses de queda, subindo 0,21%. As maiores influências foram: tomate (16,28%); batata-inglesa (12,74%); frutas (1,65%) e carnes (1,32%).  Na outra ponta, leite longa vida (-7,93%), arroz (-2,02%) e café moído (-1,22%) impediram inflação maior. 

Prévia x mês fechado

O IPCA-15 tem basicamente a mesma metodologia do IPCA, a chamada inflação oficial, que serve de base para a política de meta de inflação do governo: 3% no acumulado em 12 meses, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos.   

A diferença está no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. Na prévia, a pesquisa é feita e divulgada antes mesmo de acabar o mês de referência. Em relação à divulgação atual, o período de coleta foi de 13 de dezembro de 2025 a 14 de janeiro de 2026.  

Ambos os índices levam em consideração uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Atualmente o valor do mínimo é R$ 1.621.

O IPCA-15 coleta preços em 11 localidades do país (regiões metropolitanas de Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, do Rio de Janeiro, de Salvador e São Paulo). Já o IPCA, pesquisa em 16 localidades (acrescenta Aracaju, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Vitória). O IPCA cheio de janeiro será divulgado em 10 de fevereiro.