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Com Mavi Carpin no papel de Diana, montagem dirigida por Tadeu Aguiar chega ao Cineteatro São Luiz de 16 a 18 de outubro, como parte de sua turnê nacional Foto: Divulgação

 

Musical “Diana – A Princesa do Povo” traz superprodução a Fortaleza

O musical “Diana – A Princesa do Povo” chega a Fortaleza de 16 a 18 de outubro. A superprodução apresentada pelo Ministério da Cultura e pela Bradesco Seguros ocupará o palco do Cineteatro São Luiz em três dias de apresentações. A Capital cearense será a quinta parada da turnê nacional que percorrerá seis cidades brasileiras entre setembro e novembro de 2026.

Trajetória

Em uma montagem brasileira não-réplica, o musical propõe um olhar próprio para a trajetória de Diana Spencer, aproximando o público da mulher que existia para além dos palácios, das manchetes e da imagem que correu o mundo.

A produção mergulha em suas relações familiares, nos conflitos vividos dentro da monarquia britânica, na exposição provocada pela imprensa e na busca por autonomia de uma figura que transformou sua própria vulnerabilidade em uma poderosa forma de conexão com milhões de pessoas.

Roteiro e elenco

Na turnê, Mavi Carpin vive Diana; Lucas Britto interpreta o príncipe Charles; Simone Centurione a rainha Elizabeth; e Giselle de Prattes dá vida a Camilla Parker Bowles. Juntos, esses personagens conduzem os principais conflitos afetivos, institucionais e públicos que atravessam a trajetória da princesa e da Família Real britânica.

Completam o elenco Rosana Penna (Barbara Cartland), Betto Marque (James Hewitt), Duda Carvalho (Sarah Spencer), Fábio Brazile (Paul), Matheus Boa (Andrew Parker Bowles e Andrew Morton) e Rhuan Santos (Colin). A montagem conta ainda com Fabi Figueiredo, Daruã Góes, André Sigom, Nicolle Cavalcante, Bia Bahia, Celso Till, Cris Mont e André Ulo e Lua Soares.

Com versão e direção de Tadeu Aguiar, o espetáculo é uma realização da Estamos Aqui Produções, responsável por sucessos premiados como “Quase Normal”, “A Cor Púrpura” e “Querido Evan Hansen”.

Mega estrutura

A dimensão da produção também se revela nos números. A estrutura cenográfica é formada por mais de 320 barras de metal, sustentadas por 400 metros de cabo de aço, extensão que, se colocada verticalmente, supera a altura do Pão de Açúcar e da Torre Eiffel.

O cenário utiliza ainda 170 m² de tela galvanizada, mais de 750 metros de telas de viveiro e agrícolas e 560 metros de tecidos nobres, entre veludo, oxford e jacquard, empregados na construção visual do universo da realeza britânica. A grandiosidade se estende à iluminação e aos elementos tecnológicos.

O espetáculo reúne mais de 200 equipamentos de iluminação, sendo 100 refletores utilizados apenas no cenário e um céu formado por mais de 2 mil pontos de fibra ótica, responsável por criar diferentes atmosferas ao longo da narrativa.

Figurino

O figurino reforça a escala da montagem. São aproximadamente 1,5 quilômetro de tecidos, mais de 250 figurinos, 850 botões, 60 metros de zíper, 15 quilos de pedrarias e mais de 100 pares de sapatos, compondo um guarda-roupa que atravessa diferentes épocas, estilos e códigos visuais associados à realeza britânica.

O trabalho de visagismo conta ainda com 58 perucas. Para a representação de Diana, foram confeccionadas quatro perucas naturais, feitas fio a fio e submetidas a cinco processos de descoloração até que se alcançasse o tom mais próximo possível dos cabelos da princesa.

Viajando pelo Brasil

É toda essa estrutura que agora deixa o eixo Rio-São Paulo para percorrer o país e chegar ao público de diferentes regiões brasileiras. A turnê nacional representa uma nova etapa na trajetória do espetáculo e envolve uma operação de grande porte para desmontar, transportar e remontar cenário, equipamentos, figurinos e elementos técnicos em cada uma das seis cidades, preservando a concepção artística e a experiência visual desenvolvidas para a produção.

Emoção

Mais do que reconstruir acontecimentos conhecidos da biografia de Diana, “Diana – A Princesa do Povo” investe nas nuances emocionais de uma mulher atravessada por contradições, afetos, pressões e escolhas. A figura que desafiou protocolos, redefiniu a relação entre a Família Real britânica e a sociedade e fez da empatia uma das marcas de sua atuação pública ganha corpo e voz em uma encenação que combina emoção, música e grandiosidade cênica.

Papel

Ao acompanhar diferentes momentos de sua vida, o espetáculo também lança luz sobre as engrenagens de uma instituição secular e sobre o impacto provocado pela chegada de uma jovem que, aos poucos, percebe a dimensão do papel que lhe foi atribuído.

Amor, casamento, maternidade, solidão, exposição pública, amadurecimento e liberdade atravessam uma narrativa que revela como Diana deixou de ser apenas uma integrante da monarquia para se transformar em um dos grandes símbolos populares do século XX.

A direção musical é de Thalyson Rodrigues, com cenografia de Natália Lana, figurinos de Ney Madeira e Dani Vidal, coreografias e direção de movimento de Sueli Guerra e visagismo de Anderson Bueno e Cristiane Regis. O desenho de luz é assinado por Sergio Martins, e o desenho de som por Paulo Altafim, Gabriel D’Ângelo e Rodrigo Oliveira. A coordenação de produção é de Norma Thiré, e a produção geral, de Eduardo Bakr.

Depois de Fortaleza, “Diana – A Princesa do Povo” seguirá para Recife, no dia 21 de outubro.

Serviço

“Diana – A Princesa do Povo”

Local: Cineteatro São Luiz
Endereço: a confirmar
Temporada: 16, 17 e 18 de outubro de 2026
Sessões: Sexta-feira (16) às 20h | Sábado (17) às 16h e 20h | Domingo (18) às 15h e 19h
Classificação indicativa: 12 anos
Capacidade: 1.050 lugares
Duração: 150 minutos, com intervalo de 15 minutos
Ingressos: de R$ 25 a R$ 240 - vendas no Sympla