Nove itens da cesta básica de Fortaleza têm redução e levam a deflação de - 6,39%
Em julho de 2026, o conjunto dos 12 produtos que compõem a cesta básica de Fortaleza registrou uma deflação de -6,39%. A queda nos preços de nove dos doze produtos da cesta básica fez com que um trabalhador, para adquirir os produtos respeitadas as quantidades definidas para a composição da cesta, tivesse que desembolsar R$ 769,88.
Acumulados
Observando as variações semestral e anual da Cesta Básica em Fortaleza, verifica-se que foram de 10,92% e 4,31%, respectivamente. Isto significa que a alimentação básica em julho de 2026 (R$ 769,88) está mais cara do que em janeiro de 2026 (R$ 694,06) e mais cara do que em julho de 2025 (R$ 738,09),
Tomate puxa queda
A deflação nos preços da cesta básica foi influenciada pela baixa nos preços de nove produtos da cesta, dos quais, destacam-se: o tomate (-31,81%), o açúcar (-2,75%) e o café (-1,25%). Os únicos produtos que registraram elevações em seus preços foram a farinha (3,04%), o feijão (2,84%) e o leite (2,50%).
Considerando o valor e tomando como base o salário mínimo vigente no país de R$ 1.621,00 (valor correspondente a uma jornada mensal de trabalho de 220 horas), pode-se dizer que o trabalhador teve que despender 104h e 29 minutos de sua jornada de trabalho mensal para essa finalidade. O gasto com alimentação de uma família padrão (2 adultos e 2 crianças) foi de R$ 2.309,64.
Cesta leva 51% do salário
Comparando o custo da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (7,5%), verifica-se que o trabalhador fortalezense remunerado pelo piso nacional comprometeu, em julho de 2026, 51,35% do seu salário para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta.
Semestral e Anual
No semestre, dos produtos que compõem a Cesta Básica em Fortaleza, sete itens sofreram elevações em seus preços, dos quais, destacam-se: o feijão (58,35%), o tomate (34,49%) e a carne (11,45%). Outros cinco itens apresentaram reduções no preço, com destaques para: o café (-8,78%), o açúcar (-8,07%) e o óleo (-7,12%).
Na série de 12 meses, dos produtos que compõem a Cesta Básica, entre os itens que apresentaram reduções no preço, destacam-se: o açúcar (-17,14%), o arroz (-15,10%) e o café (-12,51%). Já os itens que apresentaram as maiores elevações foram o feijão (57,61%), a carne (12,51%) e a farinha (5,85%).
