Ceará gera 5,29 mil vagas de emprego formal em junho e se posiciona em 3º na região Nordeste
O Ceará fechou o primeiro semestre com saldo positivo de 5.291 vagas de emprego formal em junho de 2026, resultado de 60.372 admissões e 55.081 desligamentos. Os dados são do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Em âmbito nacional, o saldo de junho foi positivo de 145.161 empregos com carteira assinada. O resultado de junho decorreu de 2.220.131 admissões e de 2.074.970 desligamentos.
Ceará
No Ceará, os Serviços anotaram 3.264 vagas (29.578 admissões e 26.314 desligamentos); a Construção Civil também teve resultado positivo com 1.374 vagas (7.663 admissões e 6.289 desligamentos); o Comércio: 685 vagas (12.278 admissões e 11.593 desligamentos) e a Agropecuária gerou 328 vagas (1.170 admissões e 842 desligamentos).
Em baixa
A Indústria teve desempenho negativo e perdeu 360 vagas (9.683 admissões e 10.043 desligamentos). Com o resultado de junho no Ceará representou um avanço de 42,2% em relação a maio de 2026.
No ranking regional do Nordeste em junho, o Ceará ocupou a terceira colocação na criação de postos formais, ficando atrás da Bahia e de Pernambuco.
Já o Brasil fecha o mês de junho com saldo positivo de 145.161 empregos
Todos os cinco grandes agrupamentos apresentaram resultados positivos. O Caged é um indicador que mede a diferença entre contratações e demissões.
Estoque
O estoque de empregos formais no mês passado no País foi de 48.032.308, o que representa uma variação de 0,30% em relação ao estoque do mês anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo chega a 942.854 empregos.
Todos os cinco grandes agrupamentos apresentaram resultado positivo em junho. O setor de Serviços fechou o mês com 74.514 postos e a Agropecuária registrou saldo de 22.898 vagas. O Comércio com 19.177, a Indústria ficou com 4.438 postos; a Construção Civil ficou com 14.136 vagas.
Regiões
No mês passado, a região Sudeste veio na frente na geração de empregos com 70.383 postos, um incremento de 0,29% em relação a maio; o Nordeste, com 34.433 postos (0,43%); Centro-Oeste, com 19.617 postos (0,46%); o Sul com 10.453 postos (0,12%) e o Norte, com 9.633 postos (0,40%).
Entre os estados da federação, 25 tiveram saldo positivo. Em números absolutos, o destaque ficou com São Paulo, com 34.981 postos; Minas Gerais, com 20.805; e Rio de Janeiro, com 16.856 vagas.
Os estados com menor saldo foram o Espírito Santo, que apresentou saldo negativo de 2.259 vagas; Tocantins, também com saldo negativo de 135 postos, e Rondônia, que gerou 108 postos de trabalho.
Proporcionalmente, o destaque ficou para o Amapá, que gerou 1.111 vagas; o Acre, com 980 postos e Mato Grosso, com 8.258 postos.
Salário
O salário médio real de admissão em junho foi de R$ 2.404,34. Comparado ao mês anterior, houve um aumento real de R$ 16,90 no salário médio de admissão.
Os jovens de 18 a 24 anos representaram 100.597 vagas nas contratações e os adolescentes até 17 anos, 24.833 vagas. Para o grupo de 25 a 29 anos, o saldo foi de 13.007 vagas e o de 30 anos ou mais, 6.724.
Os trabalhadores de raça/cor parda somaram 106.176 postos, enquanto a branca registrou 28.636 postos e a preta, saldo de 20.199 postos.
Empregos
Apesar do resultado positivo, os números do Caged mostram uma queda em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram criadas 161.999 vagas de emprego. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, credita a queda no número de vagas à política de juros do Banco Central (BC), que contrai a economia.
