Vendas do mercado de imóveis na RMF atingem R$ 5,3 bilhões, aponta Sinduscon-CE
O mercado imobiliário de Fortaleza e da Região Metropolitana movimentou R$ 795,3 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV) em julho de 2026, crescimento de 22% em relação ao mesmo mês do ano passado. Com o resultado, o VGV vendido acumulado nos sete primeiros meses do ano alcançou R$ 5,3 bilhões, avanço de 13% sobre os R$ 4,7 bilhões registrados entre janeiro e julho de 2025.
Fortaleza respondeu por R$ 4,2 bilhões do volume comercializado no acumulado, alta de 19% na comparação anual. Na Região Metropolitana, o VGV vendido somou R$ 1,1 bilhão, com retração de 3%. Em unidades, os dois mercados contabilizaram 10.067 imóveis vendidos de janeiro a julho, 3% acima das 9.773 unidades negociadas no mesmo intervalo de 2025.
Capacidade de absorção
Para Patriolino Dias de Sousa, presidente do Sinduscon Ceará, “o crescimento do VGV e a manutenção do volume de vendas acima do ano passado indicam um mercado com capacidade de absorção e diversidade de produtos. “Fortaleza mantém a liderança financeira, enquanto a Região Metropolitana amplia sua participação na oferta de novos imóveis, criando diferentes alternativas para os compradores”, avalia.
Os dados foram divulgados na quarta-feira (26), durante reunião presencial do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon Ceará), realizada na sede da entidade, em Fortaleza. O estudo, patrocinado pelo Sebrae e desenvolvido com apoio técnico da Brain Inteligência Estratégica, analisou uma amostra de 427 empreendimentos, sendo 213 em Fortaleza e 214 na Região Metropolitana (Aquiraz, Caucaia, Eusébio e Maracanaú), pertencentes a 149 empresas do setor.
Lançamentos avançam 32%
A expansão dos lançamentos foi o principal movimento de oferta no acumulado do ano. Entre janeiro e julho de 2026, foram lançadas 10.809 unidades em Fortaleza e nos quatro municípios pesquisados da Região Metropolitana, crescimento de 32% sobre as 8.212 unidades do mesmo período de 2025.
A Região Metropolitana apresentou o avanço mais expressivo: passou de 2.692 para 4.409 unidades lançadas, alta de 64%. Fortaleza registrou 6.400 novas unidades, crescimento de 16%. Em número de empreendimentos, o mercado somou 66 lançamentos no período, 8% acima dos 61 verificados um ano antes. A Região Metropolitana passou de 33 para 42 empreendimentos, enquanto Fortaleza recuou de 28 para 24.
O Valor Geral Lançado (VGL) chegou a R$ 3,9 bilhões nos sete primeiros meses, 1% acima do resultado de 2025. A distribuição, porém, mudou: o VGL da Região Metropolitana cresceu 63%, para R$ 1,2 bilhão, enquanto Fortaleza registrou R$ 2,6 bilhões, retração de 14%.
Fortalecimento
Segundo Patriolino Dias, a expansão dos lançamentos fora da capital revela o fortalecimento de novos vetores de desenvolvimento urbano. “Esse movimento exige planejamento, infraestrutura e segurança jurídica para que o crescimento se traduza em cidades mais integradas e em oportunidades de moradia para diferentes faixas de renda”, afirma.
Desempenho por segmentos
No mercado residencial vertical de Fortaleza, foram vendidas 6.737 unidades de janeiro a julho, alta de 3%. Os segmentos fora do padrão econômico responderam por 3.649 unidades e cresceram 10%, enquanto o padrão econômico totalizou 3.088 vendas, com recuo de 4%. Em valor, o VGV dos demais padrões avançou 27%, alcançando R$ 3,3 bilhões; o segmento econômico movimentou R$ 813,9 milhões, queda de 2%.
Nos lançamentos, o padrão econômico ganhou participação. Fortaleza somou 4.175 unidades econômicas lançadas, 73% acima do acumulado de 2025. Na Região Metropolitana, os lançamentos residenciais verticais chegaram a 3.986 unidades, crescimento de 101%, dos quais 3.655 foram enquadrados no padrão econômico. A pesquisa ressalta que a elevação do teto do Minha Casa, Minha Vida para R$ 400 mil, aplicada aos empreendimentos lançados a partir de abril de 2026, pode influenciar a classificação por padrão.
