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A inflação em Fortaleza seguiu a tendência nacional e recuou de 0,12% em junho para 0,06% em julho. No País, a inflação caiu para 0,07% em julho e voltou à meta do governo

 

Inflação em Fortaleza segue tendência nacional e recua para 0,06% em julho

A inflação em Fortaleza seguiu a tendência nacional e recuou de 0,12% em junho para 0,06% em julho. No País, a inflação caiu para 0,07% em julho e voltou à meta do governo.

Alimentos influenciam

Os alimentos ficaram mais baratos no mês de julho e ajudaram a inflação oficial em âmbito nacional a perder força pelo quarto mês seguido e fechar em 0,07%. O resultado faz o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumular 4,44% em 12 meses, trazendo o indicador de volta para a meta do governo.

O IPCA de julho veio em linha com a estimativa do mercado financeiro. O boletim Focus da segunda-feira (10), sondagem do Banco Central (BC) com instituições econômicas, projetava que a inflação de julho ficaria em 0,07%. Para o fim de 2026, o mercado espera IPCA em 5,02%.

Dentro da meta

O comportamento dos preços fez com que o acumulado de 12 meses (4,44%) entrasse novamente na meta do governo: de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%.

Em abril, o acumulado estava em 4,39%, mas o índice extrapolou o limite máximo em maio (4,72%) e junho (4,64%). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Desde o início de 2025, o período de avaliação da meta é referente aos 12 meses imediatamente passados e não apenas ao alcançado no fim do ano (dezembro). A meta é considerada descumprida se a inflação estourar o intervalo de tolerância por seis meses seguidos.

Julho

O resultado de julho foi o menor desde agosto de 2025, quando o IPCA marcou 0,11%. Levando em consideração apenas os meses de julho, o desempenho do mês passado é o menor desde 2022 (-0,68%).

O índice de difusão em julho, que mostra o quanto a inflação está espalhada no mês, foi de 50%, ou seja, metade dos 377 produtos e serviços pesquisados pelo IBGE tiveram aumento de preço.

Segundo mês de baixa

Pelo segundo mês consecutivo, o grupo alimentação e bebidas, o de maior peso na cesta de compras das famílias brasileiras, apresentou deflação, ou seja, inflação negativa. Em junho, o recuo foi de 0,24%.

A alimentação especificamente no domicílio ficou 1,14% mais barata em julho, puxada pela queda do subgrupo tubérculos, raízes e legumes (-16,15%). Em relação ao café, o IBGE destaca que a queda em 12 meses (-17,2%) é a maior desde o início do plano Real, em 1994.

O analista da pesquisa, Fernando Gonçalves, explica que os alimentos mais baratos são reflexo de maior oferta de produtos, beneficiada por questões climáticas. "O clima ficou mais favorável", afirma.

Eletricidade

A energia elétrica ficou 3,09% mais cara, exercendo o principal impacto individual de alta no mês (0,13 p.p.). De acordo com o IBGE, a explicação está em reajustes em São Paulo, Porto Alegre e Curitiba. Como o IPCA é um índice nacional, comportamentos específicos em regiões pesquisadas são refletidos na média final do índice.

Transportes

Dentro do grupo transportes, as passagens aéreas se destacaram como maior aumento (11,67%). Já os combustíveis ficaram 1,44% mais baratos, com recuo do etanol (-2,26%), gasolina (-1,37%), óleo diesel (-1,22%) e gás veicular (-0,08%).

O índice

O IPCA apura o custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Ao todo, são coletados preços de 377 subitens (produtos e serviços).

A coleta de preços é feita em dez regiões metropolitanas - Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre - além de Brasília e nas capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.