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FIEC nomeia um dos laboratórios em homenagem José Antunes Mota, por contribuição ao fortalecimento da cadeia de lácteos no Ceará Foto: Divulgação

Fiec investe R$ 6 mi e garante à indústria cearense laboratórios do Senai com elevado padrão

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), por meio do SENAI Ceará, inaugurou, na quarta-feira (05/08), a nova estrutura de Laboratórios de Alimentos e Bebidas do Centro de Serviços Industriais (CSI) Prof. Ariosto Holanda, em Maracanaú.

Alimentos

Com investimentos acumulados superiores a R$ 6 milhões na área de alimentos, o complexo fortalece a infraestrutura tecnológica disponível para a indústria cearense, amplia a capacidade de desenvolvimento de novos produtos e garante ao Estado uma estrutura laboratorial alinhada aos padrões nacionais para atendimento às exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), além de estar preparada para futura integração à Rede Brasileira de Laboratórios de Controle da Qualidade do Leite (RBQL).

Qualidade

Para o Presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, o investimento representa uma mudança estrutural na capacidade de atendimento às empresas e aos produtores cearenses, que deixarão de depender de laboratórios das regiões Sul e Sudeste para realizar análises essenciais à produção.

"Hoje, estamos entregando uma estrutura que atende não apenas a indústria, mas também os produtores rurais. Nosso objetivo é melhorar a qualidade dos produtos, aumentar a competitividade e permitir que empresas de todos os portes tenham acesso, aqui mesmo no Ceará, a serviços que antes precisavam buscar em outros estados. É um investimento que fortalece toda a cadeia produtiva", afirmou.

Pesquisa e desenvolvimento

A nova estrutura é composta por quatro laboratórios integrados: Pesquisa e Desenvolvimento de Alimentos, voltado à criação de novas formulações, melhoria de produtos, estudos de vida de prateleira, rotulagem e informação nutricional; Microbiologia de Alimentos; Físico-química de Alimentos e Bebidas; e Qualidade do Leite, destinado aos ensaios microbiológicos e de composição química do leite cru. O conjunto permitirá atender às demandas regulatórias da ANVISA e do MAPA, além de apoiar empresas no desenvolvimento de produtos mais seguros, competitivos e preparados para mercados cada vez mais exigentes.

Setor movimenta R$ 1,39 tri

A inauguração atende a um momento estratégico para a economia. O setor de alimentos e bebidas é o maior da indústria brasileira, movimentando R$ 1,39 trilhão em 2025, o equivalente a cerca de 11% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e mais de 2,1 milhões de empregos diretos. No Ceará, o segmento produziu R$ 19,6 bilhões no mesmo período, reúne aproximadamente 1,5 mil empresas e responde por mais de 52 mil empregos formais, consolidando-se como o segundo maior conjunto industrial do Estado.

Estrutura laboratorial

O Diretor Regional do SENAI Ceará e Superintendente do SESI Ceará, Paulo André Holanda, destacou que a consolidação do Centro de Serviços Industriais é resultado da visão estratégica da presidência da FIEC e do trabalho conjunto desenvolvido pelo SESI SENAI Ceará, nos últimos anos.

"Quero parabenizar o Presidente Ricardo Cavalcante pela coragem de investir, com responsabilidade, em inovação, tecnologia, pesquisa e conhecimento. Agradeço também ao Departamento Nacional do SENAI, por toda a parceria colaborativa com o SENAI do Ceará. Este Centro de Serviços Industriais tornou-se um modelo para o Brasil. Saímos de cerca de R$ 6 milhões em serviços tecnológicos, em 2021, para R$ 38 milhões no ano passado, em consultorias, serviços tecnológicos e inovação. Esses resultados mostram que estamos fortalecendo a indústria cearense com soluções cada vez mais modernas e competitivas", ressaltou.

Menos custo, mais inovação

Além de ampliar a competitividade da indústria cearense, a nova infraestrutura reduz custos logísticos, diminui o tempo de resposta das análises e oferece condições para ampliar o acesso das empresas aos mercados nacional e internacional. Segundo o Gerente do Centro de Serviços Industriais, Carlos Mesquita, a estrutura foi planejada para atender não apenas o Ceará, mas toda a região Nordeste.

Um marco para a cadeia do leite cearense

Um dos maiores impactos será sentido pela cadeia de lácteos. Antes, amostras de produtos cearenses precisavam ser enviadas à região Sudeste do Brasil, para análises laboratoriais, para cumprir exigências regulatórias. Com a estrutura pronta para futura integração à RBQL, esse serviço passará a ser realizado no próprio Ceará, reduzindo tempo, custos e riscos logísticos.

Em reconhecimento à contribuição para essa conquista, o Laboratório de Qualidade do Leite recebeu o nome de José Antunes Fonseca da Mota, Presidente do Sindlacticínios-CE. Durante a cerimônia, Ricardo Cavalcante lembrou que a implantação da estrutura nasceu de uma demanda apresentada pelo setor.

José Antunes destacou que a inauguração representa um marco para toda a cadeia leiteira nordestina. "Esse era um pleito antigo do nosso sindicato e, hoje, se torna realidade. Agora, teremos à nossa disposição serviços importantes, aqui mesmo no Ceará, com muito mais agilidade, economia e ganho de qualidade. É uma conquista que beneficia desde os pequenos laticínios até toda a indústria de alimentos", afirmou.

Os novos laboratórios beneficiarão diretamente 13 sindicatos industriais: Sindbebidas, Sindialimentos, Sindlacticínios, Sindsorvetes, Sindpan, Sindcafé, Sindicaju, Sindmassas, Sindtrigo, Sindsal, Sindóleo, Sindfrio e Sindembalagens, ampliando significativamente a capacidade do SENAI Ceará de apoiar empresas em pesquisa, desenvolvimento, inovação, controle de qualidade e conformidade regulatória.

Centro de Serviços Industriais

A oficialização da mudança de denominação da unidade, que antes era Instituto SESI SENAI de Tecnologia, para Centro de Serviços Industriais (CSI) Prof. Ariosto Holanda, integra um projeto nacional de padronização da Rede SENAI, mas tem participação direta do Ceará: foi a equipe cearense foi contatada pelo SENAI Nacional para elaborar o Guia Nacional para Implantação dos Centros de Serviços Industriais, documento que orientará unidades de todo o país. A nova identidade reforça o posicionamento da instituição como porta de entrada para soluções tecnológicas voltadas à indústria, sem alterar sua estrutura, equipe ou portfólio de serviços.