Mais um reajuste no querosene de aviação; passagens devem subir 10%

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No acumulado de 12 meses os bilhetes aéreos mais que dobraram de preço, disparando 123,26%,  Foto: Pixabay

O preço das passagens aéreas "nas nuvens" é mais um desafio para o consumidor que precisa ou deseja se transportar por via aérea. É também, cada vez mais, uma barreira à recuperação do fluxo turístico.

No acumulado de 12 meses os bilhetes aéreos mais que dobraram de preço, disparando 123,26% e liderando a inflação no País no período. Os números são parte do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor - Amplo 15), divulgados nesta sexta-feira (24) pelo IBGE. Com novo reajuste do QAV devem saltar mais 10%.

QAV sobe novamente

Nesta terça-feira (5), a Petrobras anunciou mais um reajuste no preço médio do querosene de aviação (QAV) em 15 refinarias, de 3,9% no dia 1º de julho, em relação ao valor de 1º de junho. Com isso, o combustível acumula alta de 70,6% de 1º de janeiro a 1º de julho, segundo cálculo da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), com dados da Petrobras. De acordo com a empresa, os valores são à vista, sem tributos. No ano passado, o aumento do preço do QAV foi de 92%, em comparação com 2020.

“Mais uma vez o reajuste mensal no preço do QAV comprova os desafios que as associadas Abear enfrentam diariamente com a escalada dos custos estruturais, principalmente com o QAV. É importante que haja uma política pública para reduzir o preço do combustível, que no Brasil chega a ser até 40% mais caro do que no exterior. E é por isso que a Associação tem ampliado sua interlocução com o Poder Público, especialmente com a mesa de diálogo permanente com o governo que já foi iniciada”, afirma o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz.