Inflação em Fortaleza pesa mais e já atinge 9,80% em 12 meses

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Em maio, os grupos de maior peso na inflação de Fortaleza foram Alimentação e bebidas (1,16%), Transportes (0,80%), Habitação (2,63%) e Saúde e cuidados pessoais (0,81%)

Fortaleza continua batendo recordes de inflação (IPCA). Em maio, figura como a maior do País, considerando o ano de 2021 (4,50%), e nos últimos 12 meses acumula 9,80%, a maior do Nordeste e quarta do País. A alta de preços corrói cada vez mais a renda, sobretudo dos mais pobres.

Considerando apenas o mês de maio o índice ficou em 1,10% em maio, na Região Metropolitana de Fortaleza, 0,35 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de abril (0,75%). Foi o maior resultado para um mês de maio desde 2015, quando havia registrado 1,23%.

Entre as regiões contempladas no índice, a RM de Salvador (BA) apresentou a maior variação, de 1,12%. Em seguida está São Luís (MA) que teve mesma variação da RM de Fortaleza, de 1,10%.

Alimentação pesa

Os grupos de maior peso na inflação de Fortaleza foram Alimentação e bebidas (1,16%), Transportes (0,80%), Habitação (2,63%) e Saúde e cuidados pessoais (0,81%). O setor Comunicação foi o único com variação negativa, de -0,29%.

Impacto

No grupo Alimentação e bebidas registrou-se uma alta de 1,25% na alimentação no domicílio. Destacaram-se as altas nos subitens maracujá (21,59%), tomate (9,95%) e feijão fradinho (8,65%). As carnes tiveram alta de 3,44%, já aves e ovos de 1,77%. Houve queda de -17,81% na manga, de -10,46% na maçã e de -5,97% nas raízes e tubérculos. A alimentação fora do domicílio registrou alta de 0,88%, com destaque para a alta de 2,37% na cerveja e de 1,27% nos refrigerantes e água mineral.

Transportes por aplicativo em alta

No grupo Transportes, destacou-se a alta nos transportes por aplicativo (11,89%) e no gás veicular (10,61%). Por outro lado, registrou-se queda de -30,96% nas passagens aéreas, após registrar 2,35% em abril. A gasolina registrou alta de 2,54%, enquanto o óleo diesel aumentou 4,18%. Em 12 meses, a gasolina já acumula uma alta de 35,75%.

No grupo habitação, a maior alta foi na energia elétrica residencial (9,71%). Em maio, passou a vigorar a bandeira tarifária vermelha patamar 1, que acrescenta R$ 4,169 na conta de luz a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Vale lembrar que, entre janeiro e abril, estava em vigor a bandeira amarela, cujo acréscimo é menor (R$ 1,343). Além disso, no final de abril, ocorreram reajustes em diversas regiões de abrangência do índice. O gás de botijão subiu 1,04%. Já o sabão em barra e o sabão em pó apresentaram queda de -2,79% e -2,11%, respectivamente.

Em saúde e cuidados pessoais, observou-se a alta nos produtos para pele (7,69%), bem como nos anti-inflamatórios e antirreumáticos (4,23%) e nos produtos hormonais (4,16%). Os artigos de maquiagem, por outro lado, tiveram redução de -2,96% na variação mensal.