2022: energia, água, IPVA , são só alguns itens na lista de altas

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2021 foi o ano em que a inflação elevada voltou para assombrar o brasileiro, além das dificuldades trazidas pela pandemia

A prévia da inflação de dezembro e o resultado da pressão sobre os preços do último trimestre de 2021 trouxe só a confirmação de que 2022 vai chegar com o peso da alta de preços na vida das famílias. Será uma lista de novos impactos em vários setores e tributos tornando a vida mais difícil para quem já tem sentido o aperto dos aumentos sucessivos.

Não são só os alimentos e o combustível que não trazem alívio no orçamento. A energia vai continuar subindo mais, as tarifas de água e esgoto,  o IPVA chega turbinado, com impacto há muitos anos não visto e ainda há expectativa para o IPTU e o custo dos transportes públicos, estes últimos impulsionados pela majoração elevada dos combustíveis. Tudo isso, acaba repercutindo nos bens e serviços fazendo a vida ainda mais cara. 

Água

A partir de 29 de janeiro de 2021, a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) aplica reajuste de 12,25% à tarifa média de água e esgoto praticada pela empresa em todos os municípios operados pela companhia. ]

O reajuste refere-se à variação do Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM) do período de julho de 2018 a abril de 2020 e a aprovação foi realizada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Estado do Ceará (Arce).

O reajuste, que estava previsto para maio deste ano, foi adiado para dezembro em virtude da pandemia do coronavírus. A atualização das tarifas representa a manutenção periódica de valores conforme critérios previstos nos instrumentos normativos, além das variações inflacionárias.

Com a aplicação do percentual estabelecido pela agência reguladora, a tarifa média dos serviços de água e esgoto da Cagece passa a ser de R$ 4,61. O reajuste das tarifas acontece anualmente, assim como ocorre com todas as concessionárias no país. No caso da Cagece, a última atualização de preços realizada nas tarifas aconteceu em março de 2019.

2021 e a carestia

2021 foi o ano em que a inflação elevada voltou para assombrar o brasileiro, além das dificuldades trazidas pela pandemia. Não bastasse o desemprego, a maior parte da população encontrou muita dificuldade para se ajustar à realidade de preços . O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, fechou 2021 em 10,42%. Trata-se da maior taxa para um ano desde 2015 (10,71%). Em 2020, o IPCA-15 havia ficado em 4,23%.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os grupos de despesas com maiores altas estão os transportes, que fecharam o ano com taxa acumulada de 21,35%. Também tiveram taxas de inflação relevantes os grupos habitação (14,67%) e artigos de residência (12,18%). O grupo alimentação e bebidas fechou 2021 com alta de preços de 8,68%.

Fortaleza e Região Metropolitana registraram segunda menor inflação do País, de acordo com a prévia para o mês de dezembro do IPCA-15, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou 0,88 ponto percentual abaixo da prévia de novembro, e atrás apenas de Belém (0,32%). O indicador trimestral (IPCA-E) ficou em 3,18% no último trimestre do ano. O fechamento desses indicadores serão os balizadores para os reajustes no ano que inicia.

Em dezembro deste ano, o IPCA-15 registrou inflação de 0,78%, abaixo de 1,17% do mês anterior e de 1,06% de dezembro de 2020. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete apresentaram alta em dezembro. Apenas saúde e cuidados pessoais (com queda de preços de 0,73%) e educação (com estabilidade) não registraram aumento no mês.

O maior impacto na prévia da inflação oficial em dezembro também veio dos transportes, que tiveram inflação de 2,31% no período, devido, principalmente, à alta de preços dos combustíveis (3,40%), como gasolina (3,28%), etanol (4,54%) e óleo diesel (2,22%). Também tiveram alta os preços dos automóveis novos (2,11%) e usados (1,28%) e das passagens aéreas (10,07%).