Brasil vive incerteza diante dos rumos da economia

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Os presidentes da Câmara e Senado Federal, representantes do STF e do STJ se manifestaram após os atos contra a Constituição encampados pelo governo no 7 de Setembro, colocando pressão sobre a Presidência da República

O clima de incerteza deve predominar ainda mais no País, sobretudo nos próximos dias, e com ênfase até as eleições de 2022. O brasileiro paga o alto preço das crises em sequência.

Passado o 7 de Setembro, com o agravamento da crise institucional causada pelo Governo Bolsonaro, se retroalimentam as dificuldades econômicas e sociais, sem falar nas complicações de ordem política.

Na quarta-feira (8/9) veio o nervosismo nos mercados e perdas com fuga de investidores, enquanto os olhares em âmbito internacional se voltam para a piora da nossa situação econômica e seus reflexos. 

Na quinta-feira (9/9), o presidente divulgou carta aberta em que recua das fortes palavras no Dia da Pátria. Entretanto, apesar de tentar acalmar os ânimos, ninguém garante que isso será respeitado por Jair Bolsonaro.

Resposta

Primeiro veio a expectativa para a reação das instituições - Câmara e Senado Federal, STF e STJ - após os atos contra a Constituição encampados pelo governo, em Brasília e São Paulo. Esse movimento, ou não, das instituições, dita os rumos do País. 

Os presidentes da Câmara e Senado Federal, representantes do STF e do STJ se manifestaram na quarta e quinta-feiras (8 e 9/9) após os atos contra a Constituição encampados pelo governo e colocaram pressão sobre a Presidência da República.

Economia real

Enquanto isso, o PIB derrapa, a inflação acelera, o desemprego não cede e a crise energética mina as perspectivas de melhora da situação. Junte-se a isso o real desvalorizado, caminho para uma possível estagflação - preços em alta, desemprego elevado e economia estagnada. O Risco Brasil certamente ficará maior e os investidores pondo o País "na geladeira", diante da instabilidade. 

Segundo institutos de pesquisa, 75% dos brasileiros são favoráveis à democracia e os problemas econômicos geram maior contrariedade frente à política do governo atual.